fevereiro 18, 2009 @ 16:03
Quizumba e sua marchinha
Por um longo tempo viveu na ilusão de o tempo interagir com o espaço. Mas ele foi mais ligeiro. Viveu antes que o tempo acabasse e correu para aonde ainda havia espaço.
Ele e sua marchinha seguiram para aonde o tempo ainda sorria, onde o povo ainda cantava. Eram apenas a marchinha e sua amada que o interessava.
Logo se tornou ídolo continental. Compôs uma marchinha atrás da outra, hit pós-hit, amando cada vez mais sua amada, fazendo mais gente cantar, idolatrar.
Percorreu toda a América, até não haver mais espaço, até o tempo se esgotar.
Em uma dança sem lógica, diante de uma platéia mudo-falsa, se despediu.
Só lhe restando a amada e a cortina baixada.
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